No começo do maio, o Animoby
Games participou do Nikkei Fest, o maior evento do oeste paulista da cultura e da
gastronomia japonesa. Foram três dias de entretenimento, dezenas de
apresentações, expositores, workshops e uma vasta praça de alimentação.
O festival é realizado
anualmente desde 2008 e, em 2019, comemorou os 90 anos da ACAE (Associação
Cultural, Agrícola e Esportiva), sua realizadora. O Animoby Games, curso de
programação de jogos e robótica, marcou presença no evento com um estande,
através do qual mostrou ao público alguns de seus projetos e de seus alunos.
Confira um pouco do que rolou...
O jornal O Imparcial visitou o
estande do Animoby Games no Arduino & Drone Day, que rolou no dia 16 de
março, no Inova Prudente.
Confira a matéria que foi
feita pelo impresso, além de nossas fotos e o vídeo do evento:
Ontem foi um daqueles dias
especiais para os amantes da tecnologia, já que a Fundação Inova Prudente
realizou o Arduino & Drone Day e que reuniu um público pra lá de “cabeça”.
Se você não está acostumado com estes recursos, ou se eles não fazem parte do
seu dia a dia e estranhou um pouco o nome dado ao evento, saiba que, por outro
lado, cerca de 350 jovens e adultos vidrados no conhecimento estiveram ontem
presentes na unidade, em Presidente Prudente, para participarem das exposições,
mentorias, plantão de dúvidas e mostras de equipamentos de robótica, realidade
virtual, impressoras 3D e drones. “É um dia que ter ações ocorrendo em todo o
mundo para celebrar essa cultura da automação”, informa o secretário de
Tecnologia da Informação de Presidente Prudente, Rogério Alessi.
Segundo informações da
administração pública, esta é a segunda edição do encontro que celebra o Dia
Mundial do Arduino, data criada em homenagem ao projeto de prototipagem
eletrônica criado na Itália, em 2005, e que permite criar ferramentas de baixo
custo e que possam ser usadas como soluções eletrônicas no dia a dia, como na
automação de residências, utilizando objetos ou ambientes que interagem com
luzes, motores e outros componentes eletrônicos.
Sobre a importância do dia,
ele lembra que o arduino é uma tecnologia que permite desenvolver uma série de
ações na área da automação, como para empresas, sendo importante falar e
entender como se dá esse processo, para a preparação ao futuro.
Participações
O gerente de projetos Felipe
Hatanaka esteve presente com a exposição de drones e impressoras 3D, em uma
atividade que a Animoby, instituição que representou, nunca havia participado.
“Como temos um curso justamente voltado sobre o arduino e também na área de
programação robótica, viemos expor um pouco do que realizamos e tirar dúvidas
dos participantes. O curso ocorre no Colégio Anglo Prudentino, mas não é apenas
voltado para os estudantes de lá”, afirma. Ele lembra sobre a importância do
evento, que muito se fala sobre as máquinas “tirarem” o emprego das pessoas
futuramente, mas ressalta que aqueles que souberem lidar com tais equipamentos,
não devem ficar sem emprego. “É pensar no futuro”.
Com apenas cinco meses de
curso no Animoby Games, Heitor Rufino do Valle Bueno Gomes, 8 anos, já
desenvolveu seu primeiro projeto: o “Jogo FNAF do Ticolé”. O projeto foi
inspirado no “Five Nights at Freddy's”, um dos maiores sucessos dos games de
terror da atualidade, no estilo point and click, que são aqueles nos quais é
preciso explorar o cenário com a ajuda de um mouse.
No FNAF, o jogador é um guarda
noturno que vigia as câmeras de segurança da Freddy Fazbear’s Pizza. O
estabelecimento funciona normalmente durante o dia, com robôs de animais
servindo os clientes. Durante a noite, porém, eles se transformam em figuras
assustadoras. O objetivo do game é sobreviver cinco noites nesse lugar
aterrorizante.
Na versão do nosso aluno, o
objetivo também é a sobrevivência, o que depende de não ser localizado pelos
monstros. O maior diferencial, entretanto, fica para os monstros especialmente
criados por Heitor, que cantam “Ticolé”, uma música de funk que viralizou na
internet.
Fã de games, Heitor conta que
a ideia de criar o jogo surgiu quando teve vontade de jogar o FNAF em seu Ipad,
mas o game não rodou. Assim, decidiu criar sua própria versão. Além dos
monstros funkeiros, diz que o que mais gostou no game foram os sustos que
conseguiu criar. A maior dificuldade ficou com a parte de produção da câmera do
jogo, bem como do movimento desta. Ressalta que pretende fazer ainda muitos
jogos, inclusive outros de suspense, como também de tiro e de luta.
Desafiado por uma fase do
curso Animoby Games, desenvolvida para estimular o raciocínio lógico e o
aprendizado técnico dos alunos, Enzo Gonçalves, 13 anos, criou no curso de programação
de jogos e robótica um carrinho controlado por Bluetooth, o qual foi chamado de
“Bluecar”.
Apaixonado por robótica e há
apenas dez meses frequentando o curso, Enzo analisou as técnicas do desafio e
resolveu abusar da criatividade para transformar um modelo padrão em um
carrinho modernizado. O objetivo foi sair da direção convencional para controle
via smartphone, transmitindo a comunicação Bluetooth através do giroscópio do
celular.
Para criação do carrinho foram
utilizadas peças de Lego, arduino, ponte H e um mini protoboard. Cinco semanas
foi o tempo para concluir o projeto, que contou com a ajuda dos orientadores do
curso.
Segundo o aluno, a parte
eletrônica do Bluecar foi a mais difícil de desenvolver. Mas, achou divertido
poder criar e deixar a sua identidade do início ao acabamento do projeto. Toda
a programação foi realizada através do programa Arduino.
Fazer com que o personagem
Cycle sobreviva à travessia de um deserto repleto de inimigos. Esse é o
objetivo do jogo que está sendo criado por Otávio Hallgren Costa, 13 anos,
aluno do Animoby Games há um ano. O projeto, desenvolvido com a engine Godot,
ainda não tem nome definido, mas conta com um mapa em 3D, limite de vida, além
de menus de personagens e ferramentas.
Fã da programação de games,
Otávio colocou em prática sua criatividade para desenvolver o jogo, que não foi
inspirado em nenhum outro já existente. “O que mais gostei foi de poder deixar
o jogo mais livre e de utilizar a ferramenta Godot, pois ela é muito prática
para desenvolver jogos em 3D”, conta.
Para o aluno, o mais fácil foi
a criação dos personagens, já que na ferramenta Godot você pode encontrá-los
praticamente prontos. “Somente a programação deles que deve ser desenvolvida,
mas também achei fácil”, diz. Já a parte de programação para desenvolver o mapa
em 3D foi considerada a maior dificuldade por Otávio. “Qualquer erro ao criar o
terreno dificulta o desenvolvimento do jogo”, exemplifica.
Revela que o mapa foi
desenvolvido em apenas uma aula do curso de programação de jogos e robótica.
Isso porque o aluno já havia feito pesquisas sobre a ferramenta 3D, o que
facilitou sua atuação.
Os irmãos Álvaro e Laura de
Freitas Grotto estão, ao mesmo tempo, desenvolvendo seus próprios jogos nas
aulas do Animoby Games. Há três anos no curso de programação de jogos e robótica, Álvaro
preferiu fazer um desafio com a plataforma Unity. Já
Laura, há apenas cinco meses frequentando o curso, escolheu o programa Scratch.
Labirinto 3D
Aos 11 anos, Álvaro criou o
jogo “Labirinto 3D”, cujo objetivo é passar por um labirinto sem se ferir até
encontrar um baú de ouro. Para isso é preciso percorrer um caminho repleto de
obstáculos e armadilhas, como: machados, armas cortantes, espadas que sobem e
descem, entre outros.
A programação do game, que
contou com supervisão do orientador Frank, exigiu em torno de quatro aulas. “É
muito gostoso fazer o meu próprio jogo”, considera o garoto.
A Busca por Sky
No jogo desenvolvido por
Laura, “A Busca por Sky”, o objetivo é fazer com que um Unicórnio encontre
determinados ovos, os quais são chamados de Sky. Estes estão escondidos em
lugares estratégicos do cenário.
A modelagem 3D é uma atividade
desafiadora, que exige criatividade e empenho, para construção de um desenho ou
modelo de três dimensões através de um software, utilizando modelos matemáticos
de representação. E é essa tecnologia que João Vitor Piza Leite, 13 anos,
escolheu para criar seu primeiro projeto no Animoby Games, a “Cidade 3D”. Os
componentes do cenário foram criados no programa Blender e depois foram
adaptados com a plataforma Unity para realidade virtual.
Aluno do curso de programação
e robótica há 10 meses, João Vitor conta que seu projeto trata-se de um modelo
3D de uma rua, contendo prédios, árvores, hidrantes, postes, entre outros componentes.
Diz que o que mais gostou foi de trabalhar nos detalhes de cada objeto, sendo
que modelar as casas foi considerada a parte mais fácil. A maior dificuldade
ficou por conta dos carros.
Além da modelagem 3D, João
Vitor releva que tem preferência pelas áreas de mecânica e robótica. “Gosto
muito de fazer o curso. Aprendo várias coisas, como mexer com arduino, robôs,
mecânica e modelagem 3D”, fala.
Ainda relata que pretende fazer outros
projetos, como desenvolver jogos mobile e para PC utilizando a Unity, bem como
mais modelos no Blender e robôs.
Inspirado no jogo do Google
Chrome que aparece no browser quando a conexão com a internet cai, Antonio Mussi
Rozas, 10 anos, aluno do Animoby Games, desenvolveu o seu próprio jogo: Charmander
Scape. Neste projeto, o personagem de Pokemon deve desviar da pokebola, mesmo
objetivo da atividade off-line, no qual um dinossauro tem que se esquivar de
cactos.
Para Antonio, que destaca ter
preferência por robótica, mas também se arrisca na parte de programação de
games, um personagem como Charmander em um jogo deste estilo é o seu
diferencial. Conta que desenhar o plano de fundo do game foi fácil. Mas,
ajustar as velocidades da pokebola, bem como o equilíbrio do personagem durante
os saltos, para não ficar nem “tão devagar e chato” nem “tão rápido e
impossível”, exigiram maior empenho.